Atualização científica

Contracepção Hormonal e risco de tromboembolismo e

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017

Contracepção hormonal e risco de tromboembolismo em mulheres com diabetes

Sarah H. O’Brien, Terah Koch, Sara K. Vesely and Eleanor Bimla Schwarz

Fonte: Diabetes Care. 2017;40(2):233-238.

Objetivo: Investigar a segurança da contracepção hormonal em relação a eventos tromboembólicos em mulheres com diabetes tipo 1 e 2.

Métodos: Nós utilizamos dados de 2002 a 2011 no “Clinformatics Data Mart” para identificar mulheres nos Estados Unidos da América, de 14 a 44 anos, com CID para diabetes, e prescrição de medicação ou dispositivos para diabetes. Nós examinamos a solicitação de contracepção e comparamos com o tempo para o tromboembolismo (trombose venosa, AVE, ou infarto do miocárdio) entre mulheres com diabetes em uso de contracepção hormonal utilizando regressão de Cox modificada para controlar para idade, fumo, obesidade, hipertensão, dislipidemia, complicações do diabetes, e história de câncer. Nós excluímos dados dos 3 meses após os partos.

Resultados: Nós identificamos 146.080 mulheres com diabetes com 3.012 eventos. Somente 28% das mulheres em idade reprodutiva solicitaram qualquer contracepção hormonal, com a maioria recebendo contraceptivo oral contendo estrogênio. As taxas de tromboembolismo foram mais elevadas entre as mulheres que utilizaram anticoncepcional adesivo (16 para 1.000 mulheres-ano) e menor entre aquelas que utilizaram contraceptivo intrauterino (6 por 1.000 mulheres-ano) e subdérmico (0 por 163 mulheres-ano). Em comparação com o uso de contraceptivo intrauterino, a contracepção com progesterona isolada injetável foi associada a aumento de risco de tromboembolismo (12,5 por 1.000 mulheres-ano; risco ajustado 4,69 [IC 95% 2,51-8,77]).

Conclusões: O risco absoluto de tromboembolismo entre mulheres com diabetes tipo 1 ou 2 utilizando contracepção hormonal é baixo. Altamente efetivos, contraceptivos intrauterinos e subdérmicos são excelentes opções para mulheres com diabetes que desejam evitar os efeitos teratogênicos da hiperglicemia através de planejamento das gestações.